Texto escrito no dia 03 de Agosto de 2026
Hoje tive uma conversa muito agradável com um amigo.
Sabe aqueles dias em que nos martirizamos pelos erros que cometemos no passado? Hoje foi um desses dias para mim. Foi extremamente difícil lutar contra alguns pensamentos. Eu sei que todos nós pecamos. Enquanto estivermos sob o jugo da nossa natureza caída, estaremos sujeitos aos mais diversos tipos de falhas.
Mas uma fraqueza ainda maior seria não reconhecer esses pecados. Eles estão aqui, na minha memória, e reverberam o quanto necessito da graça de Cristo. No entanto, esse amigo me trouxe uma perspectiva que considero importante compartilhar com vocês.
Ele me disse: "Você precisa olhar para si mesma com mais caridade. Você não foi, nem é, esse poço de pecados que tanto pinta."
Foi nesse momento que percebi que, mais uma vez, estava colocando os meus erros acima da graça de Cristo.
Vejam, Deus nos chama à santidade e deseja que sejamos santos como Ele é. Mas Ele também é um Deus compassivo, que conhece as nossas fraquezas e limitações. Não devemos carregar um jugo mais pesado do que aquele que o próprio Cristo nos deu. Reconhecer nossos pecados é necessário; contudo, permanecer aprisionados pela culpa é esquecer que a graça de Deus é maior do que qualquer queda. É ela que nos levanta, nos transforma e nos conduz, dia após dia, no caminho da santificação.
Por mais que a culpa venha, ela não deve ocupar o lugar de Cristo e do seu sacrifício na cruz. Antes de tudo, devemos nos lembrar de que somos, sim, miseráveis pecadores, mas a poderosa graça de Cristo é infinitamente maior do que qualquer erro que possamos cometer.
A culpa tem o seu papel, pois ela nos conduz ao arrependimento. Mas, uma vez que somos levados aos pés da cruz, ela já cumpriu sua finalidade. Permanecer alimentando-a, como se o nosso pecado fosse maior do que a obra redentora de Cristo, é esquecer que o sangue derramado no Calvário foi suficiente.
Que possamos olhar para a cruz antes de olharmos para nós mesmos, pois é nela que aprendemos a gravidade do nosso pecado e a imensidão do amor de Deus. Se a cruz revela o quanto somos indignos, ela também proclama, com mais força, que a graça triunfa sobre o pecado.
É nessa verdade que devemos descansar.


